
Que decepção! Depois da agradabilíssima surpresa que eu tive com The Wildest! do Louis Prima, acho que foi uma grande descida ladeira abaixo esse disco do Fats Domino. Jamais tinha ouvido falar desse cantor – que ao que tudo indica foi muito importante no seu estilo musical, o R&B – e talvez seja possível que outros discos deles venham a ser muito bons, a ponto de justificar a sua inclusão no Rock’n Roll Hall of Fame.
Mas esse álbum... Insosso! É a palavra que mais me vem a cabeça quando escuto esse disco... É diferente do Louis Prima, que tinha uma espécie de interação pulsante com a melodia, e transmitia toda a sua energia pela voz e pelo conjunto que o acompanhava. E não se trata de uma questão de ser um estilo rápido ou mais lento... O álbum do Duke Ellington, que eu comentarei a seguir, tem como estilo um jazz mais cadenciado e melódico, mas ainda assim muito mais interessante!
Dos álbuns que ouvi até agora, fica nítida a sua relação com o do Elvis Presley (vide post abaixo) – para mim é nítida agora a enorme fonte que o R&B representou pro “Rei do Rock” – mas ainda assim... Após cada música do álbum fica em mim sempre a pergunta “e quando é que a música vai chegar ao seu ápice??” São eternas introduções, chatas, chatas mesmo...
Talvez esteja escrevendo um monte de tonterias, e um monte de pessoas entendidas de verdade de música venha a me apresentar um zilhão de motivos que me provem equivocado em meus argumentos. E talvez estejam certos! É que o propósito desse blog não foi o de fazer uma análise “técnica” de cada álbum, mas sim o de apresentar as minhas impressões de cada disco.
Talvez o Fats tenha outros albums melhores que merecessem de verdade estar na relação dos 1001 discos... Espero de verdade que sim, vez por outra é possível perceber o seu talento... Mas esse álbum para mim é pífio.
Como harmonizar esse álbum na sua vida? Definitivamente não depois de ouvir Louis Prima! Talvez ele funcione bem num domingo de manhã, quando você estiver esperando os amigos em casa, e estiver cozinhando algo sozinho na cozinha... Dá aquela impressão de filme americano começando sabe? Acho que funciona bem assim. Como uma espécie de introdução a algo melhor que – esperasse – virá em seguida.
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