
Demorei alguns dias para escrever sobre The Wildest!, o primeiro álbum que ouço do canto americano Louis Prima. Não foi por falta do que falar, acho que a correria e o cansaço dos últimos dias me impediram de ter um tempinho para escrever tranqüilo sobre esse disco excelente.
Tenho tido excelentes surpresas até agora com esse blog, com altos e baixos todos os álbuns que eu escutei até agora são muito bons. Talvez me ajude um pouco o fato de que eu procuro não julgar as músicas pelo estilo, mas sim procure entender qual a melhor forma de os “degustar”. Talvez a melhor analogia seja essa mesmo, com as bebidas alcoólicas. Tanto a musica quanto o álcool nos dão prazer, ajudam a relaxar, a ver a vida com outros olhos. Por outro lado, nada combina menos com praia no verão que vinho tinto (talvez para alguns sim, mas para mim não!), ou uma cerveja geladíssima com fondue numa cidade serrana...
Há músicas para cada momento. The Wildest! se enquadra naquela categoria de discos para se ouvir quando se quer, ou se está, de bem com a vida, quando o mundo parece mais leve, as coisas menos difíceis, o céu mais claro e azul.
Talvez seja a origem italiana do cantor, se é que se pode dar crédito aos estereótipos. Os italianos são famosos por sua visão sanguínea da vida, que se manifesta no seu apreço à musica, à cultura, ao vinho e a gastronomia e, por que não, ao amor.
Claramente, esse álbum curtinho – são apenas 30 minutos – transmitem uma alegria de viver que já se transmite pela capa do álbum, onde o Louis Prima aparece exuberante e sorridente, cantando para a vida.
Trata-se de um álbum gravado ao vivo num bar, o Sahara, em Las Vegas, EUA. Dá mesmo essa impressão quando a gente ouve, parece que existe um mundo ao nosso lado se divertindo. As músicas parecem dizer “vem com calma, a noite nem começou ainda, sinta o swing, mexa o esqueleto!!”, enquanto você pega uma garrafa de chianti e vem no embalo dessa música gostosa de se ouvir.
Comigo, combinou bem ouvir o disco com uma taça de vinho conversando com os amigos antes de sair para a noite. Fui inclusive elogiado pela escolha.... Para mim é uma prova que o bom e velho jazz não tem época nem lugar!
Nenhum comentário:
Postar um comentário